Quem Somos Nós e Por Que Escrevemos essa Página – Cid Miranda

Escrita e Copyright © 1998 Cid Miranda

Atualizado em 2021

Nossas boas-vindas a você, leitor! Somos Cid Miranda e William Gadelha, escritores dessa página, “Testemunha”.

Todos os assuntos dessa pesquisa são frutos de diligentes e sérias pesquisas. Para isso, gastamos tempo e esforço para levar a informação para quem quiser obtê-la para seu esclarecimento e conhecimento. Dividimos os assuntos para facilitar ao leitor TJ, pesquisadores e interessados. A  maior parte dos assuntos doutrinários foi escrita por William enquanto a maioria dos assuntos relacionados ao modo de vida, o comportamental oriundo das crenças, escrita por mim.

CID MIRANDA:

Meu nome é Cid Miranda. Nasci em março de 1961 e tenho 8 irmãos: Gil, Yara, Lúcia, Ieda, Ésio, Ely, Ney (falecido em 26.06.1967 aos 2 anos e 8 meses), Jacira (falecida em 25.11.1984 aos 9 anos e 9 meses). Os três primeiros são Testemunhas de Jeová ativas, Ieda e Ésio são desassociados. Ely foi estudante das Testemunhas de Jeová por algum tempo, mas não chegou a se batizar. Ney e Jacira faleceram ainda crianças. Amo a todos os meus irmãos de modo incondicional e isso, claro, inclui os três que ainda são TJ.

Sou um homem de vida estável, muito caseiro e índole calma. Tenho diversos passatempos muito comuns: ler, ir ao cinema, ouvir músicas, assistir a filmes e documentários com a família, etc. Gosto de tecnologia, marketing, psicologia e de criar novos projetos.

Hoje sou aposentado, mas ainda atuo como Consultor Pedagógico e Comercial de redes de Escolas de Idiomas (out/2020). Trabalhei na franquia de escolas de Idiomas Yázigi, uma rede global de educação de 1980 a 2014 e exerci diversas funções ao longos de muitos anos: Orientador Pedagógico, Superintendente de Campo das Regiões Norte e Nordeste, Diretor local, além de ter sido franqueado (junho/1999 a janeiro/2013). Meu último trabalho na Rede Yázigi foi na Gerência de Expansão 2013/2014 no Grupo Multi. Em 2015, trabalhei como Diretor Comercial das escolas CCAA (Centro de Cultura Anglo Americana) em Fortaleza. De 2017 até hoje (out/2020), presto serviços como Consultor de Escolas Idiomas. São 40 anos de trabalho na mesma área comercial e acadêmica. Assim, minhas ocupações profissionais até 2016 incluíam, entre outras coisas, recrutar, treinar, selecionar, contratar e desenvolver Professores, Coordenadores e Orientadores Pedagógicos. Dentre eles, Testemunhas de Jeová com as quais trabalhei ombro a ombro mesmo após minha saída da organização em outubro de 1998, há exatos 22 anos. Infelizmente, dessa data (1998) até o presente, a ligação com muitos desses ex-companheiros da fé, não pode passar de uma “relação estritamente comercial”, conforme impõe a eles, a Sociedade Torre de Vigia, sob pena de severa punição deles no caso de desobediência às diretrizes religiosas.

No âmbito familiar, considero-me um homem realizado, pois tenho dois filhos adoráveis e muito amados pelos pais, Joel Miranda (33 anos, formado em T.I.) e Priscila Miranda (35 anos, Advogada). Concordo plenamente com o que diz o Salmo 127:3 ao falar de filhos como sendo “uma herança da parte de Deus”. Enquanto TJ, NUNCA ACEITEI que “ter filhos seria um investimento de muitos anos, sem garantia alguma de retorno”, como alguns pais TJ costumavam expressar. Meus filhos reforçaram meus sentimentos quanto a essa coisa de “retorno”, pois esse “retorno” acontece em toda alvorada que anuncia a existência deles em minha vida.

Tenho uma linda e maravilhosa esposa, Silene Miranda, com quem me casei aos 19 anos, em  31 de julho de 1980. Amamo-nos muito e temos sido muito felizes principalmente por respeitarmos a individualidade um do outro e tentarmos sempre admirar/enfatizar as boas qualidades individuais um do outro, demonstradas ao longo destes mais de 40 anos de convivência. Temos provado da verdade BÍBLICA que nos garante: “…e um cordão tríplice (os dois cônjuges e DEUS) não pode ser prontamente rompido em dois”. (Eclesiastes 4: 9-12 TNM)

Em outubro de 1998, quando escrevi a primeira versão dessa página, resolvi me identificar e escrever sobre minha vida porque muitas Testemunhas de Jeová me acusaram de refugiar-me em um “conveniente” anonimato.  

Eu, Cid, batizei-me em abril de 1979 e passei os últimos nove anos antes de minha saída como ancião do mesmo “corpo de anciãos” do qual William também fazia parte. Ele, William, batizou-se TJ em 1975, tendo passado 24 anos na organização.

Foto de 2018, 20 anos depois de nossa saída da Torre de Vigia das Testemunhas de Jeová.

De março a outubro de 1998, nós dois empreendemos uma longa, difícil e muitas vezes dolorosa jornada de dilemas de consciência e surpreendentes descobertas que finalmente nos levaram à decisão de sair (ou nos “dissociar”) da organização Torre de Vigia. Temos tentado cultivar todo o apreço e profundo respeito pelos propósitos do Criador para o universo e seus habitantes, ao passo que disponibilizamos essas informações às pessoas que pesquisam sobre a organização das Testemunhas de Jeová.

WILLIAM GADELHA:

William Gadêlha (Bill, 1954), é um homem culto e inteligente, Bacharel em Direito, Professor aposentado, com ótimo conhecimento dos ensinos da organização, de História Geral e o que é mais importante ainda, da Sagrada Palavra de Deus, a Bíblia. William Gadelha também tem 8 irmãos: João Luís, Suelda, Telma, Dênis, Silene, Ronald, Adriane e Roger. William, o co-escritor dessa página,  é também tradutor e professor de inglês, geografia e história, tendo passado 24 anos como membro batizado e zeloso entre as Testemunhas de Jeová. Desses 24 anos, os últimos 14 ele esteve muitíssimo ativo como ancião e era realmente um grande exemplo para todos que o conheciam. Embora seja um homem extremamente devotado às coisas de Deus e continue a crer Nele, em Sua Palavra santa e em Seu filho Cristo Jesus, não mais pode ser cumprimentado por seus anteriores amigos Testemunhas de Jeová. Perdeu a todos esses amigos (“organizacionais”) angariados ao longo de seus 24 anos de serviço dedicado à organização Torre de Vigia. Seu pecado? Discordar de vários ensinos da Torre de Vigia.

  • Porque meu cunhado e eu escrevemos essa página:

O que você vai ler agora é parte de uma pesquisa na Bíblia e na literatura da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados. Tentamos não usar outras fontes nessas páginas e no post “Unidade ou Conformidade de Grupo?”, faço citações de fatos curiosos que estão em arquivos do governo britânico.

Ao longo de todas as seções de nossa página, apresentamos razões adicionais pelas quais abandonamos a organização, digo, A ORGANIZAÇÃO, não a Deus.

Os objetivos? Para nós, as páginas que publicamos fazem parte de uma OBRA DE ESCLARECIMENTO e o exercício de nosso direito à liberdade de expressão que nos foi negado como Testemunhas de Jeová. Não queremos ser meros espectadores passivos que agem como se ainda estivessem sob o ônus das sanções de silêncio e intimidações que a organização impõe enquanto se ainda é membro dela.

E por que eu e meu cunhado, William, preocupamo-nos em colocar essas páginas no ar? Novamente, para esclarecermos fatos, disponibilizarmos informações que consideramos importantes para Testemunhas de Jeová e pessoas interessadas, além da obrigação moral de falar sobre o que um dia viemos a saber. Sentimos que as pessoas têm o direito de conhecer muitos desses fatos aos quais elas não têm livre acesso como Testemunhas de Jeová.

Esses são os objetivos principais que norteiam todo o nosso trabalho.

Toda Testemunha de Jeová que gosta de pesquisar sobre sua religião merece acessar essas informações e ver se tudo em que acredita vem realmente da Palavra de Deus. Afinal de contas, fazer isso é seguir um conselho dado pelo suposto “escravo fiel e discreto” em um de seus livros, “A Verdade Que Conduz à Vida Eterna”, página 13:

 

Não é esta uma recomendação válida que conviria a toda Testemunha de Jeová sincera aplicar à sua própria religião?

Ademais, a organização nos informou numa edição da revista “Despertai!” de 8 em julho de 1988, página 28, que POR AMOR ÀS PESSOAS, devemos expor aquilo que acharmos merecer a desaprovação de Deus:

“Quando as crenças e práticas religiosas delas são falsas e merecem a desaprovação de Deus, trazer isto à atenção delas, por expor a falsidade, significa amor a elas.”
“É a Palavra de Deus que expõe as práticas da religião falsa, feiras em nome dele.”

Ora, a Sociedade faz críticas ácidas a tudo que ela considera como não vindo da Palavra de Deus em relação a TODAS as outras religiões às quais ela rotula de “Babilônia, a Grande, o Império da Religião Falsa”, a “Infame Meretriz”, aplicando-lhes implacavelmente as interpretações particulares dela. (“Clímax de Revelação”, páginas 235-266). Porém, se a organização Torre de Vigia acha que tem o direito de sentenciar bilhões de seres humanos como praticantes de erros religiosos e de também falar mal dos ensinos errados de outras religiões e até usar a Bíblia para condená-las veementemente, por que razão não deseja que outros tenham igual direito de submetê-la à uma análise crítica? Por que intimida tanto seus membros para que eles não leiam sobre os motivos que levam muitos a discordar de vários ensinos dela?

Ao examinarem e conferirem cuidadosamente as informações dessas páginas, pode ser que algumas pessoas, inclusive as próprias Testemunhas de Jeová, queiram trocar idéias sobre elas de forma inteligente e razoável. Sugerimos que cada Testemunha de Jeová anote e verifique cada publicação citada nessas páginas e comprove o contexto de todas as provas documentais registradas nelas.

São muitos os erros e contradições nos ensinos da JW. ORG ao longo dos anos de sua existência como auto-designado “canal de comunicação de Deus”, conforme ela mesma se louva em suas inúmeras publicações:

Portanto, nossas pesquisas têm tudo a ver com a essência dessa constante auto-recomendação da organização Torre de Vigia, pois acreditamos que as Testemunhas obviamente só seguem seus ensinos e orientações por acreditarem em tais eloquentes e explícitas alegações.

Ressaltamos, contudo, que essas páginas NÃO têm por objetivo atacar Testemunhas de Jeová com base em julgamentos individuais e “ad hominem”.

Bill e eu, autores dessas páginas, registramos aqui que não guardamos rancor, mágoas ou quaisquer ofensas e ressentimentos de ex-companheiros de fé (Eclesiastes 7:9). Sem qualquer hipocrisia ou demagogia, podemos dizer que ainda estimamos muitos dos que ficaram presos nas masmorras emocionais/psicológicas da Torre de Vigia. De algumas daquelas pessoas, guardamos indeléveis lembranças, não pelo fato de serem “Testemunhas”, mas pelo coração bondoso que algumas delas mostraram mesmo antes de se tornarem membros da organização TJ.

Tanto para William como para mim, o ataque a Testemunhas individuais NÃO É cristão nem tampouco justo, ético ou amoroso. Ademais, temos irmãos carnais dentro dessa organização religiosa e a esses devemos o nosso amor.

As questões apresentadas tratam especificamente da organização que se auto-promove como único “canal de comunicação de Deus” e como os ensinamentos dela desonram ao Deus de amor que ela alega defender nas publicações dela. Questionamos as razões pelas quais ela se diz detentora de todo um conjunto de ensinamentos (apelidado indevidamente de “a verdade”), agindo como se fosse um porta-voz legitimamente autorizado pelo soberano universal. Mostramos suas contradições e erros humanos que provam que ela é apenas uma agência humana, não dirigida pelo espírito santo de Deus e, portanto, sem autoridade para fazer milhões de reféns de “mandados de homens”.

Sabemos que muitas das Testemunhas que nos eram mais achegadas também não podem falar mal de nossa idoneidade e caráter moral, embora hoje nos considerem “apóstatas” por termos discordado da organização Torre de Vigia. Tendo dito isso, acrescentamos que consideramos muitos lá dentro como amigos; se hoje não podem mais falar conosco nem sequer nos cumprimentar é porque se encontram sob intimidação, pressão e subordinação às ordens vindas dos homens do Corpo Governante nos EUA.

O conteúdo das pesquisas contidas nessas páginas trabalham no campo das idéias, dos ensinamentos e doutrinação da Torre de Vigia, e o efeito de tudo isso nos corações, na mentalidade de hegemonia religiosa-organizacional TJ, nas inclinações comportamentais e tendências atitudinais das Testemunhas de Jeová mundo afora.

O começo dessas pesquisas foi uma viagem muito árdua para nós, pois sabíamos das conseqüências, pois qualquer TJ fiel sabe que o exercício da liberdade de expressão pode ter um custo muito elevado, caso esse exercício não esteja em harmonia com as regras e ensinos do Corpo Governante da organização da Torre de Vigia de Bíblias e Tratados e dentro dos limites e fronteiras que ela estabelece. Contudo, somos gratos a Deus que os resultados de nossas investigações estejam agora expostos nessas páginas com toda a exatidão, compaixão e sinceridade possíveis.

Não acreditamos que a maioria das Testemunhas de Jeová estejam cientes da gravidade de todo o conteúdo de nossas pesquisas. Nós mesmos não nos apercebíamos da importância de muitas dessas coisas que líamos nas publicações. Achávamos que o que quer que houvesse de errado, “Jeová daria Seu jeito no tempo certo” e que deveríamos “esperar somente Nele”, conforme recomendação enfática da própria organização. Não nos dávamos conta de que isso era exatamente o que também diziam (e dizem) muitas outras organizações religiosas: “Deus fará Seus ajustes no tempo devido; não perca sua fé, pois Ele cuidará de todos os assuntos ao seu próprio modo, às vezes incompreensível aos homens como nos diz Romanos 11:33” (e existe sempre um apelo bíblico). Porém, vimos quão fácil era essa saída para uma organização religiosa e como tal justificativa isentava a religião de qualquer culpa por seus erros passados, livrando-a de um pedido de perdão aberto e direto aos membros que sofreram (ou sofrem) por pensar estar servindo apenas a Deus, e não meramente a uma organização humana.

Convite ao Leitor Reflexivo

Portanto, convidamos você leitor a examinar sistematicamente, à base das Escrituras, vários posicionamentos defendidos pelo Corpo Governante das Testemunhas de Jeová nos EUA por toda sua história e até os dias de hoje. Novamente, todas as citações das publicações da Torre de Vigia não só podem como DEVEM ser conferidas uma a uma. É óbvio que entendemos que para qualquer Testemunha de Jeová essas pesquisas são um grande desafio em vista do medo de se estar pecando contra o “espírito santo de Deus” ao se duvidar ou simplesmente questionar a “designação divina” do Corpo Governante.

Breves Exemplos do que Poderá Ser Estudado

Inevitavelmente, porém, suscitar-se-á durante as pesquisas, a grande questão sobre se esses membros desse “Corpo Governante” são realmente aquele “escravo fiel e prudente” citado por Jesus em Mateus 24:45, e se eles estão realmente autorizados por Deus, premiados com o poder da única voz legitimada por Ele para falar ao Seu “povo escolhido” nos últimos dias e “prover alimento no tempo apropriado”. (“A Sentinela”, 15 de julho de 1998, p. 13, par. 15)

Talvez ocorram “novas luzes” em relação ao que estou questionando visto que a Sociedade de tempos em tempos se vê forçada a mudar totalmente ou transformar parcialmente conceitos engessados e fossilizados, apontando “novas luzes” ou “entendimentos dados pelo espírito santo de Deus”.

Revisitemos brevemente, por exemplo, o caso da “geração de 1914 que não passaria” – e passou em 1995 (Leia em “A Sentinela”, 01/11/95, página 17).

E por que passou? Porque essa “profecia” acabou por ficar COMPLETAMENTE SEM SENTIDO, pois a “geração de 1914 que não passaria”, estava velha demais para ser sustentada como também estava a TÃO ENFATIZADA “PROFECIA” sobre ela.

Veja exemplos de como era a profecia e como ficou após a mudança:

Aqui a Sociedade PROFETIZAVA (que é diferente de EMITIR UMA OPINIÃO) pela última vez sobre a geração de 1914 como “aquela que veria o fim do sistema de coisas”. Durante décadas ela havia ensinado que essa era “UMA PROMESSA DO CRIADOR”:

 

No mês seguinte, TODAS AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ que por longos anos alimentaram a expectativa de “passar com vida para a nova ordem”, expectativa essa criada NÃO POR ELAS ou pelo “povo de Jeová” MAS PELO PRÓPRIO CORPO GOVERNANTE, viram cair por terra mais uma esperança vã que havia sido servida como mais um inigualável “alimento espiritual no tempo apropriado”:

 

Vemos abaixo como aprendíamos e ensinávamos sobre tal “PROMESSA DO CRIADOR” por meio de revistas da organização como esse número de “A Sentinela” de 15 de novembro de 1984:

 

Ou em livros como o “Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra”, página 154:

 

E abaixo testemunhamos COMO DEVERÍAMOS agora encarar aquela promessa, NÃO DO CRIADOR, MAS DOS HOMENS DO CORPO GOVERNANTE. E COMO SEMPRE, a culpa era do “povo de Jeová que ansioso de ver o fim…, especulava…”:

 

E o que aconteceu àquela outra profecia sobre em que o “Rei do Norte” era ex-União Soviética e o “Rei do Sul” era a potência Anglo-Americano? Isso foi bastante alardeado durante a “Guerra Fria”, até começo meados dos anos 80? E por que a Sociedade HOJE EM DIA tenta desajeitadamente fazer uma aplicação diferente em publicações mais recentes como no livro “Profecia de Daniel”? Simplesmente porque aquela “Guerra Fria” deixou de existir e aquele “entendimento” da profecia não faz mais nenhum sentido!

Muitos ensinamentos, “profecias”, idéias, dogmas, etc, estão pesando sobremaneira. O avanço para “novos entendimentos” e “luzes” tem se tornado, em diversas áreas, um desafio perigoso como a questão do sangue que, se mudada dramaticamente, acarretaria milhares de processos legais e uma enorme debandada de membros mundo afora.

Decerto, muitas mudanças poderiam ter alterado a opinião de muitos sobre a organização das Testemunhas de Jeová e seu Corpo Governante. A humildade por parte da organização em reconhecer e se desculpar abertamente pelos seus erros poderia ter mantido centenas de milhares de pessoas em seus salões do Reino.

Mas isso nunca ocorreu! Ela prefere colocar a culpa pelas expectativas criadas em seus próprios membros ao usar expressões ambíguas como “esperava-se que…”, “acreditava-se que…”, “pensou-se que…”, “alguns cogitavam que”, “o povo de Jeová esperava que…”, e assim por diante. Mas quem o leitor acha que era o “sujeito indeterminado” dessas orações?

Não foi A PRÓPRIA ORGANIZAÇÃO que encorajou expectativas desse tipo:

“Dentro em breve, NO NOSSO SÉCULO 20, começará a ‘Batalha no Dia de Jeová’ contra o antítipo moderno de Jerusalém, a cristandade”. (Livro “As Nações Terão de Saber Que Eu Sou Jeová”, página 200, parágrafo 9 – lançado no Brasil em 1973 em meio a grande agitação entre as Testemunhas, oriunda da profecia sobre o ano marcado de 1975)

Ou que tal “A Sentinela”, 01/11/75, 659-60, parágrafo 16:

“Conforme indica a comparação dos textos bíblicos com os acontecimentos da história, a partir do versículo 29 do capítulo 24 do relato de Mateus, até o fim do capítulo 25, os acontecimentos descritos são os que atingem seu clímax durante o período a partir de 1914 E. C. Alguns destes acontecimentos, naturalmente, tiveram seu começo no primeiro século, mas A CONCLUSÃO que indicam se dá NESSE SÉCULO VINTE”.

Nesta época em que se enfatizava a “urgência dos tempos”, todo o discurso da organização tinha como base o texto de Isaías 60:22 (“o próprio pequeno tornar-se-á mil…”). Hoje em dia, amargando contínuos decréscimos em suas fileiras de “publicadores do Reino” em diferentes partes do mundo (“Anuário” 2000 – Relatório de Serviço de 1999), o apelo da organização é dado à “qualidade, não à quantidade” (conforme mencionado num discurso feito por um membro do CG em visita ao Betel do Brasil em 1999).

Muitos dos que já estão há mais de 20 anos na suposta “Verdade” (?) como foi em meu próprio caso até outubro de 1998, têm agora se questionado, investigado e pedido INTERIORMENTE mudanças bem mais significativas de algumas “verdades atuais” (termo que se usava muito na organização em décadas passadas). Tais pessoas estão cansadas e já não aceitam tão bem essa “teoria da iluminação” ou “Purificação Progressiva” (“A Sentinela”, 01/01/00, páginas 9 e 10). Essa teoria, à propósito, encontra-se completamente esvaziada de “sentido progressivo” visto sempre ter havido um enorme vai-e-vem de erros, mudanças fatais e “luzes” que se acendem e se apagam como meros “clarões” e não como “a luz clara que clareia mais e mais até o dia estar firmemente estabelecido.” (Prov. 4:18 – TNM)

Apagar e acender, progredir e regredir, ir e voltar para o mesmo lugar…! Tudo só depende da necessidade presente para mais uma nova e esclarecedora “verdade” e da vontade de alguns homens do comando central da Torre de Vigia, Nova York.

Sobre essas “luzes” (novos entendimentos, mudanças ou ajustes) que vão e voltam, o leitor poderá conferir como muitas delas não só prejudicaram (e prejudicam) a vida de muitas pessoas como também servem como prova de que a organização NÃO pode ser “dirigida” pelo espírito santo de Deus de quem “vem toda boa dádiva e todo presente perfeito” e “com quem não há variação da virada da sombra”. (Tiago 1:16)

No começo dessas pesquisas, revisitamos declarações intrigantes que se encontravam em números das próprias revistas “A Sentinela” e “Despertai!”. Duas destas estão em “A Sentinela”, 15/04/89 (página 7, parágrafo 9) e 15/03/90 (página 15, parágrafo 4). Na primeira, a Sociedade afirma que Jeová e Jesus fizeram a inspeção e o julgamento em sua organização (Torre de Vigia) no ano de 1918. Na segunda, a Sociedade Torre de Vigia diz:

“Em 1918, o entronizado Rei Jesus Cristo encontrou um pequeno grupo de cristãos que haviam abandonado as igrejas da cristandade e se ocupavam em cuidar dos interesses terrestres de seu Amo. Depois de refiná-los como que com fogo, Jesus conferiu aos seus escravos, em 1919, uma autoridade ampliada. Designou-os ‘sobre todos os seus bens'”.

Ora, como podiam Jeová e Jesus ter INSPECIONADO E APROVADO uma organização que, PELOS CRITÉRIOS E JULGAMENTOS DELA MESMA HOJE EM DIA, encontrava-se na data dessa suposta “aprovação”, completamente repleta de “conceitos e práticas pagãs”, como o Uso da Cruz, Natal, Comemoração de Aniversários Natalícios, Estudo de Pirâmides de Reis Pagãos (“A Sentinela”, 01/01/2000 páginas 9 e 10), etc?

“Mas a organização progrediria”, alguns arriscariam endossar.

Todavia, a organização que havia recebido o carimbo de “APROVADA” do próprio Deus, Jeová e de Seu Cristo em 1919 era AQUELA organização cheia de crenças e práticas “pagãs, impuras” – de acordo com o que ela mesma prega hoje em dia.

Não desejo destruir a fé de ninguém em Deus (digo, em Deus, não em homens que dizem representá-Lo), mas a idéia de uma inspeção e conseqüente APROVAÇÃO DIVINA à uma organização que, de acordo com ela mesma, promovia a mentira e a falsidade religiosa, requereria a crença num Deus diferente daquele que a Bíblia descreve como sendo “verdadeiro, embora todo homem seja achado mentiroso”. (Romanos 3:4)

“A Sentinela”, 15 de julho de 1974 recomenda:

“Quando há pessoas em grande perigo, duma fonte de que não suspeitam, ou quando são desencaminhadas por aqueles que consideram ser seus amigos, será que é desamoroso adverti-las? Talvez prefiram não acreditar na advertência. Podem até mesmo ressentir-se dela. Mas livra isso alguém da obrigação moral de dar tal advertência?”

Portanto, acho que tenho uma OBRIGAÇÃO MORAL de falar sobre tudo aquilo que um dia me questionei. O que vou conseguir? Novamente, esclarecer fatos e informar pessoas sobre os perigos do legalismo e do autoritarismo religiosos que fazem tanto mal na vida das pessoas.

Alguns daqueles estão presos a tendências de dominância religiosa sobre seus semelhantes, ao lerem tudo isso poderão descobrir quão perigoso é apegar-se demasiadamente a regras humanas. Muitos dos que já nos escreveram de 1998 até o presente, discerniram por si mesmos que só podem esperar de seus irmãos aquilo que estiver CLARAMENTE EXPRESSO na Bíblia e não em publicações de invenção humana, falha e mutável, que os impele a fazer as coisas de “modo ressentido e sob compulsão”. (2 Cor. 9:7)

Muitas pessoas têm se apercebido de que os membros da organização que se tornam auto-justos, agem de forma farisaica (Mateus 23:4) e se acostumam a julgar apressadamente seus irmãos (Mateus 7:1) com base nos ditames e regras exclusivas da organização que vão muito além dos princípios contidos na Bíblia.

Quão bom é quando irmãos amorosos passam a entender melhor que há muito mais sentido em permitir que outros amadureçam naturalmente (Hebreus 5: 11-14) e usufruam a verdadeira liberdade cristã com responsabilidade sem precisar recorrer às intimidações da organização. É algo confortador ver que aquela ênfase da organização no sentido de que todos “evitem o espírito independente” (ou seja, que todos se estribem exclusivamente na literatura dela para TUDO na vida), não mais convence as mentes de pessoas que pensam e que “provam o que elas mesmas são”. (2 Coríntios 13:5) É também recompensador observar a mudança que muitos têm feito ao descobrirem que os vários equívocos da Sociedade indicam que não há necessidade de se seguir a um papa coletivo, um “Corpo Governante” que governe tudo, ditando até mesmo um código de conduta ALÉM daquele que se encontra na única fonte autorizada por Deus, a Sua santa Palavra, A BÍBLIA. (Hebreus 4:12-16)

Por não mais pertencer a nenhum grupo religioso e defender uma RELAÇÃO PESSOAL, RESPEITOSA, ÍNTIMA E REVERENTE com Jeová Deus, posso tentar ser imparcial e conversar com qualquer Testemunha de Jeová sincera que navegar por essas páginas em busca de alguém com quem compartilhar dúvidas, questionamentos e maremotos pessoais que emergem dos mares que circundam a Torre.

Tenho feito muitos novos amigos (membros e ex-membros da organização) através dessas páginas da Internet desde outubro de 1998. Essa grande rodovia de conhecimentos, além de acabar com o cerceamento da informação, também serve para expurgar o flagelo do ostracismo ao qual muitos dos que abandonavam a organização impositiva e legalista da Torre de Vigia ficavam inexoravelmente sujeitos. Veja um exemplo disso na página 103 do “KS” 1991 (livro dos anciãos “Prestai Atenção A Vós Mesmos E A Todo O Rebanho” EDIÇÃO DE 1991, instrução repetida na nova):

 

Seguir tal instrução requer que a maioria das Testemunhas de Jeová não tenha por amigo alguém que já esteve em sua organização por tanto tempo e a abandonou. Conseqüentemente, sujeitar-se a tal orientação significa mostrar lealdade à organização. Portanto, não é difícil imaginar os sentimentos de apreensão de uma TJ quando essa resolve nos escrever anonimamente muitas vezes. Afinal de contas, a Sociedade Torre de Vigia vem lhes ensinando que todos que a abandonam traem a Deus por não mais serem fiéis a ela, o único “canal de comunicação de Deus”. Porém, essa idéia não é inicialmente apresentada na mente de um “estudante da Bíblia” novato porque isso poderia fazê-lo “tropeçar”. Como sempre, para atrair novos adeptos, muita coisa fica escondida. O estudante novato não é inicialmente informado a respeito do que poderá lhe sobrevir caso ele decida batizar-se como TJ e mais tarde resolva sair. Só após muitos e muitos estudos é que esse “estudante” será doutrinado a internalizar que Jeová Deus estará completamente vinculado à organização Torre de Vigia e que sair é o mesmo que trair a organização, e portanto, a Jeová Deus. Mais tarde, por meio de muitas e muitas reuniões e de mais repetitivos “estudos bíblicos”, essa idéia lhe será inculcada, consolidando-se mais e mais até tornar-se completamente cristalizada em sua mente após alguns meses ou anos.

Daí por diante, a nova Testemunha de Jeová será treinada a julgar que a prática do cristianismo só será possível se a pessoa estiver dentro da organização, trabalhando fielmente para ela. Paradoxalmente, quando confrontados com dúvidas, questionamentos ou dificuldades causadas pela organização, algumas dessas Testemunhas resistirão conversar abertamente sobre essas coisas com seus atuais companheiros de fé, sentindo-se mais livres para compartilhá-las com pessoas que já saíram. E por que isso ocorre?

De acordo com alguns que me enviam e-mails, eles preferiram tratar de seus questionamentos, dúvidas e aflições com pessoas experientes que já saíram “porque tinham medo da tagarelice maldosa que se espalhava rapidamente dentro dos Salões do Reino e das conseqüentes intimidações e acompanhantes retaliações”.

E por que tal coisa ocorre tão frequentemente?

Uma das razões é que a “tagarelice maldosa” (e existe a “bondosa?!) continua sendo aquilo que mais caracteriza associações ou organizações religiosas hermeticamente fechadas. Nelas comumente imperam 1. o excesso de censura e 2. a invasão de privacidade.

Muitas vezes esses dois aspectos objetivam unicamente “manter a ‘pureza’ [limpeza] da congregação”, mesmo em detrimento da necessária atenção a sentimentos humanos e questões circunstanciais. Até mesmo muitas Testemunhas de Jeová “fiéis à organização” que conheci lamentavam o fato de que assuntos íntimos e pessoais como apresentar “magras horas de serviço de campo” em seus relatorios mensais, “andar com mundanos”, “trabalhar, estudar ‘indevidamente’ para o mundo”, “usar barba”, “namorar um/a mundano/a”, etc, entre outras coisas, desencadeavam reações coletivas impressionantes, como o total desprezo de seus companheiros de fé.

Isso é comum. Não agir dentro dos padrões de conformidade da organização é prova incontestável de grande “falta de teocracia, espiritualidade e fé”. Se por um lado isso pode desencadear um processo desumanizante de rejeição instantânea dos companheiros, por outro lado o membro por vezes termina vendo sua reputação maculada. Revoltando-se então contra a congregação que freqüenta, começa a ponderar que a melhor solução é mudar-se para outra congregação pois o problema está aparentemente concentrado “apenas” ali. Essa pessoa em conflito quase sempre se vê tristemente isolada mesmo estando cercado de pessoas ditas “cristãs”. Geralmente cai na armadilha do “gelo congregacional” que a fará “reajustar seu modo de pensar” – no caso voltar à total sujeição ao proceder coletivo padrão. Mas essa via crucis (o gelo) quase sempre faz a pessoa descer POÇO ABAIXO. Enfrentando um lastimável estado de depressão diante da indiferença mostrada por seus “amigos cristãos”, o único jeito é enfrentar os constrangimentos e humilhações de uma retratação a contragosto.

Na organização da Torre de Vigia, uma ação mais disciplinar e corretiva é endurecida quando uma TJ se torna alvo de suspeita de que anda lendo “literatura apóstata”. Essa pessoa se transforma em “associação extremamente perigosa”. Lança-se então uma campanha geral para ilhá-la totalmente a fim de que o “rebanho de Deus” esteja protegido do contágio de sua “lepra espiritual” e influência perniciosa.

Atitudes condenáveis como ler “matérias apóstatas” são consideradas como pecados graves (“errar o alvo”) e algumas delas são passíveis de pesadas penalidades quer de forma expressa e direta, quer de modo indireto e cruelmente silencioso.

Esses expedientes legalistas corriqueiros ocorrem porque a organização se tornou uma gigantesca entidade internacional arbitrária e restritiva. Desculpe-me leitor TJ se escrevo tais duras palavras mas o fato é que a Sociedade tem aplicado passagens bíblicas como “manter o olho singelo”, “acompanhar o carro celestial de Deus”, etc, para fazer com que os irmãos tenham de restringir suas pesquisas apenas às publicações dela, dessa forma murando direitos humanos naturais e cerceando a liberdade cristã individual.

À medida que a organização faz isso, recorre a ilustrações que bem poderiam ser aplicadas a ela mesma e à “direção teocrática” que ela alega seguir. Ela arrisca expor a fragilidade de seus ensinamentos ao recomendar que a pessoa mude seu rumo caso descubra que foi mal orientada quanto ao caminho correto a Deus. Veja por si mesmo:

Você, leitor, há de convir que se uma organização religiosa faz esse tipo de recomendação tão categórica, ela mesma deve ser a primeira a se mostrar receptiva a qualquer tipo de escrutínio.

Mas a organização, bem como outras organizações religiosas, prefere a estratégia de se dizer continuadora do cristianismo primitivo ou o único “canal de comunicação de Deus” e segue a produzir milhares de informações previamente selecionadas para consumo externo mostrando apenas exemplos aneláveis de vida cristã. Mas não é isso que muitas religiões estão fazendo – promovendo uma imagem de pureza, santidade e verdade prometendo aos envolvidos uma vida familiar maravilhosa, relações humanas desejáveis, leais amigos que não são encontrados em nenhum outro lugar, etc?

Rostos sorridentes, pessoas aparentemente felizes por servirem em seus pátios, exemplos de fé inabalável, etc, são estampados em suas publicações. Obviamente, sua história é branqueada e os fatos negativos tratados de modo a dar impressão de candura ao passo que a constante auto-recomendação é o método ideal de fidelização e manutenção dos membros. Instila-se neles a sensação de estarem vivendo num verdadeiro e inigualável “paraíso espiritual” que não será encontrado em nenhum outro lugar. Pessoas oportunistas frequentemente se aproveitam desse conceito de “paraíso espiritual” porque sabem que quaisquer faltas dos membros, mesmo as mais graves, são sempre imputadas à “conta da imperfeição” e tratadas preferencialmente pelos anciãos locais e não pelos rigores da lei secular. Essa tática evita o “vitupério ao nome de Deus” que na verdade implica em maior favorecimento do conceito de que “organização é perfeita, mas seus membros são imperfeitos” ao mesmo tempo em que isso tudo confere à religião a aclamada reputação de “povo santo de Deus”. Mas tal proceder também leva a organização a esconder do público os graves erros DE MEMBROS BATIZADOS como por exemplo fraudes, roubo, calúnia, injúria, extorsão, pedofilia, etc. Como assim? A fim de evitar escândalos, a Sociedade Torre de Vigia recomenda que tais coisas, entre seus membros batizados, sejam tratadas por anciãos locais. (KS, páginas 93 a 95. Coisas que podem ser “levadas aos tribunais” encontram-se no final da página 139 e no início da página 140. Alguns exemplos: “divórcio”, “obter custódia”, “pensão alimentícia”, “homologar testamentos”, ou “obter indenização de seguros – ‘se a pessoa sofre perdas materiais ou é ferida pelo automóvel de um irmão espiritual, talvez seja legalmente necessário processar o irmão A FIM DE obter a indenização da seguradora dele'”).

Por toda sua literatura, podemos observar uma exacerbada auto-promoção da organização Torre de Vigia como a única fonte realmente segura de orientação, a mais confiável e verdadeira. Ao invés de um ambiente legalista e autoritário, ela exibe estrategicamente uma face pueril, dócil e bondosa para o público externo e interno. Mas caso um membro duvide de seus ensinos ou rejeite conceitos e regras humanas (como a proibição de ler publicações consideradas por ela como “apóstatas”), tal pessoa poderá ser surpreendida por uma invasão de sua privacidade como ocorreu em meu próprio caso. 

No entanto, apesar da existência de todo esse regime controlador, todos aqueles que quiserem trocar idéias com perspectivas unicamente bíblicas podem sentir-se à vontade. (Hebreus 4:12,13)

Será um prazer receber seu e-mail e poder responder ao mesmo. Não responderei a e-mails rudes ou ofensivos. Em quase toda experiência de vida, há sempre ganhos e perdas e uma das coisas que acho ter ganho ao passar tanto tempo como Testemunha de Jeová foi a convivência com ALGUMAS pessoas boas e educadas (e elas existem em quase todo convívio social) que defendiam e apreciavam boas maneiras e a mansidão.

Bem, fique à vontade e volte sempre. Se quiser participar de uma Mailing List de Testemunhas de Jeová ativas e ex-Testemunhas (onde já há muitos participantes), mande-nos um e-mail com alguns dados seus para podermos colocá-lo nela, ok? Basta escrever usando o e-mail cidfariasmiranda@gmail.com ou pelo Whatsapp (85) 996684020.

Não gostamos de egocentrismos, cultos à personalidade. Contudo, visto que a Sociedade se refere aos que saem como “espancadores de seus anteriores companheiros”, “odiadores do povo de Deus”, “cães raivosos”, “porcas lavadas a se revolverem no lamaçal”, etc, temos o dever de nos defender e, portanto, não escrevemos sobre nossas vidas privadas para obter alguma promoção pessoal, comercial, proeminência, fama de algum tipo. Destaque, auto-promoção e enaltecimento pessoal são, em muitos casos, apelos gerados por sentimentos de insegurança e fraqueza ou arrogância, complexo de superioridade.

Com toda sinceridade, há algo de muito errado no destaque que a organização oferece aos em posição de “maior serviço”. Testemunhas fiéis às vezes se perguntam sobre o motivo de alguns REALMENTE valorizarem tanto essas posições, quererem ostentar os títulos honoríficos e altissonantes como “ancião”, “servo ministerial”, “superintendente”, “Coordenador”, etc. É impressionante como aquilo que deveria ser usado de acordo com o significado bíblico implícito de “SERVIR MAIS”, sempre dá a impressão de ter o propósito alterado para “CONTROLAR”, “SUBMETER”, “DOMINAR”. Para alguém que nada seria no mundo secular, a organização dá um cargo, poder e um título para tal homem se sentir importante e poderoso, exercendo autoridade sobre ovelhas incautas.

Há muitas razões pelas quais escrevemos essas páginas na Internet e resolvemos falar sobre nossas experiências pessoais entre as Testemunhas de Jeová.

Queremos quebrar o cerco e o controle da organização TJ sobre as liberdades individuais dos membros dela. É bom saber que páginas como essa dão plena oportunidade a pessoas honestas no que tange a discutir dilemas pessoais e crises de consciência.

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Boa leitura!